Dose de Leitura – A literatura como remédio

A ideia de que a literatura se configura como um “bálsamo medicinal” (palavras da Clarissa Pinkola Estés) não é nova. Mas, cada vez mais essa virtude das histórias vem ganhando luz nas mais diversas áreas. E uma obra de um escritor brasileiro que contempla muito bem essa temática é o livro ‘A literatura como remédio: os clássicos e a saúde da alma’, de Dante Gallian.

Logo no início, o autor explica que o livro fala sobre um remédio e sobre sua aplicação num experimento, denominado Laboratório de Leitura.

“O remédio é, como veremos, muito, muito antigo. Foi descoberto ou inventado ainda na aurora da humanidade e, ficando às vezes esquecido, precisa ser constantemente resgatado, para que essa mesma humanidade não adoeça mortalmente.” (p.24)

Apesar de não tratar de Biblioterapia, a obra do professor e historiador Dante dialoga com a temática do começo ao fim e dá uma contribuição significativa para as pesquisas da área. Isso porque, como ele conta, apesar do seu experimento intitulado Laboratório de Leitura ter como foco o aspecto da humanização por meio dos clássicos da literatura mundial, ao longo do processo foi impossível não considerar e validar o caráter terapêutico da proposta. E lá pelo final do livro ele afirma:

“Aquilo que, por força dos referenciais teóricos, em consonância com o léxico acadêmico, insisto em chamar de humanização, a grande maioria dos participantes do Laboratório chamam de terapia” (p.193)

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