Encontro online com crônicas de Martha Medeiros

A Sala de Biblioterapia é um espaço virtual e interativo para partilha de leituras com potencial terapêutico. E no mês de dezembro a Sala será com crônicas de Martha Medeiros do livro ‘Quem diria que viver ia dar nisso’.

O encontro acontece no dia 16 de dezembro (segunda-feira) às 19h via plataforma Zoom e você pode participar ao vivo ou, caso não possa estar presente, você pode se inscrever para receber a gravação do encontro. Continuar lendo

Responda com sinceridade: você ama a literatura?

Por que estou perguntando isso? Porque para mim, o amor pela literatura é o ingrediente principal na vida de que qualquer pessoa que quer conhecer e se dedicar à Biblioterapia. A linguagem metafórica própria da literatura é o que faz da história um poderoso medicamento. E é esse um dos critérios que eu uso quando vou escolher os textos para um encontro biblioterapêutico.

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“Os livros me davam asas que me levavam para fora da prisão”

Gregório Andrade sempre gostou de ler. Como muitos jovens brasileiros devorou a Coleção Vagalume. Se tornou advogado. Essa poderia ser só mais uma história de sucesso de um jovem leitor. Mas, essa é a história do ‘Greg’ – como prefere ser chamado – que viveu 16 anos cumprindo pena nos presídios brasileiros e encontrou nas páginas dos livros as asas que precisava para voar alto e para bem longe das grades. Continuar lendo

Sobre os que não sabem ler: uma reflexão

Estava no posto de saúde aguardando uma consulta. Sabendo que aquela manhã poderia se estender por horas, fui prevenida. Na bolsa, dois livros e o Kindle (com dezenas de ebooks!). Ao meu lado, uma senhora de cabelos brancos. Impaciente, ela também aguardava para ser atendida. Tentando amenizar a espera e a angústia puxou conversa comigo. Virou e perguntou se eu também estava aguardando o médico. Respondi que sim. Emendei dizendo que já tinha ido preparada para a espera e, por isso, levava na bolsa alguns livros, pois eles sempre me ajudam nesses momentos. Eu disse que poderia emprestar um para ela ler. Ela retribuiu a oferta com um “não, obrigada” e com olhar embaraçado e triste completou “é que eu não sei ler muito…”. Continuar lendo